"Como realidade viva e dinâmica, o partido deve-se a si próprio reflexão crítica e tentativa constante de aperfeiçoamento. Sobretudo um partido social-democrata não é apenas militância organizada com vista à conquista do poder por meios democráticos; não é, nem pode ser mera máquina eleitoral. … Tem de agir como difusor de ideias, como dinamizador de planos, como estimulante da acção pessoal. Sem isso renunciaríamos à dimensão ética e cultural da política, que se tornaria mero jogo de banalidades e conveniências. Concebemos a social democracia como socialismo personalista, que concilia o primado do social com o integral respeito pela criatividade pessoal, construindo uma sociedade justa e igualitária, com preservação das esferas de acção moral e material da pessoa, do seu espaço de liberdade.”
Francisco de Sá Carneiro, in Discurso de abertura do 3º Congresso do PSD em Leiria, 31/10/1976.
Apesar dos 30 anos que nos separam deste discurso de abertura do 3º congresso do PSD, muitos dos princípios estratégicos nele mencionados são ainda válidos.
O Grupo da Boavista assume-se publicamente como um fórum cívico de debate político e social alicerçado no princípio do equilíbrio entre a liberdade individual e a consciência colectiva.
Partindo de uma motivação Social-Democrata o Grupo pauta-se pelos seguintes valores:
- Autonomia no contexto de uma identificação colectiva de princípios;
- Participação cívica conjunta numa lógica de cidadania reflexiva;
- Rigor e exigência na abordagem da politica enquanto forma responsável de participação em sociedade;
- Respeito pela diferença, encarada com naturalidade e como factor de riqueza e desenvolvimento humano e social.
Tendo presentes estes princípios e valores, o Grupo da Boavista perscruta o futuro agora, porque é no presente que se constrói o amanhã, mas sabendo que é na participação, no debate, e na acção, que se concilia o primado do social com o integral respeito de cada um.